| REPRODUÇÕES |  |  | CHICOTES. Tiazinha, sex symbol da década |  |
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| Quando eles começaram, Sebastião Lazaroni comandava a seleção e prometia trazer o tetra com Müller e Careca no ataque. Michael Jackson só era notícia nas páginas de cultura. Maradona, nas de futebol. As duplas sertanejas dominavam as rádios FM, e em Brasília o presidente, entre um vôo de caça e um passeio de jet-ski, prometia abater com uma só bala o fantasma da inflação.Quando eles terminaram, o maior sex symbol do país era uma dançarina de máscara e chicote que depilava homens na tevê. Ronaldinho, mesmo convulsionado, só era fenômeno fora dos gramados com o sexo feminino. Ninguém havia ouvido falar em Osama Bin Laden, e quase todo mundo tinha calafrios com um bug que não veio. Os anos 90 passaram outro dia, mas há quem já esteja morrendo de saudade. A nostalgia precoce se alastrou na internet e já parou nas prateleiras com o Almanaque Anos 90 (Ediouro), de Silvio Essinger, exemplar quase contemporâneo da série que recentemente botou muita mãe de família para sacudir de polainas em festas ploc. Em homenagem a esses saudosistas da modernidade, o Palma Louca preparou um pequeno roteiro de viagem pela década passada. Pode embarcar, mas depois não diga que não avisamos. Os 90 na música |  |  | PENSE EM MIM. Sucesso na Casa da Dinda |  |
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| Leandro e Leonardo, Chitãozinho e Xororó, Zezé di Camargo e Luciano... o sucesso dos sertanejos foi tão grande que quase faltou gente para colher tomate no interior de Goiás. No reinado dos chapéus de couro, sobrou espaço até para Sérgio Reis, um coadjuvante da Jovem Guarda que reencarnou como dublê de ator e violeiro na novela Pantanal.Depois da onda de romantismo country, veio a febre da axé music, com seus subprodutos que preciam fazer da Hustler uma publicação tão inofensiva quanto um livro do Lair Ribeiro. Foi nesta onda que despontou a dança da boquinha da garrafa, um desafio à gravidade e à, digamos, elasticidade das bailarinas. A mais famosa foi Carla Perez, a Cinderela Baiana, hoje convertida para a Comunidade Evangélica Artistas de Cristo (não é piada). O movimento retomusical enfrentou forte concorrência do funk carioca. Os 90 no esporte
|  |  | ERA DUNGA. Uma seleção para esquecer |  |
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| No início da década, ninguém podia com o Mike Tyson. A fera do Brooklyn ameaçava arrancar pedaço de quem passasse na frente. Ainda não tinha sido preso por assédio sexual, e tampouco revelava o apetite por orelhas alheias. Cinco anos depois, Adilson Maguila Rodriges era campeão mundial de boxe pela Bandeirantes. O cinturão não valia nada, mas o ex-pedreiro parecia imbatível sob os urros de Luciano do Valle. Em sua saga, nocauteou mais o português nas entrevistas que os adversários nos rigues. Em comum, Tyson e Maguila beijaram a lona aos pés do Holyfield. No futebol, a seleção brasileira começava a década num avião rumo à Itália. Atravessou a primeira fase com três vitórias magrinhas, sobre Suécia, Escócia e Costa Rica. No primeiro jogo contra um time de verdade, foi despachada para casa pela Argentina. O escrete canarinho era tão ruim e sem criatividade que o período de bola murcha ficou conhecido como a Era Dunga. Já hoje em dia, 18 anos depois... melhor deixar pra lá!
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